Tendências de moda sustentável para 2026 no Brasil
Em 2026, a moda sustentável está mais forte do que nunca no Brasil. Após anos de conscientização e pressão dos consumidores por práticas éticas e ecológicas, as marcas brasileiras finalmente abraçaram a sustentabilidade como parte integral de seus negócios. Neste artigo, vamos explorar as principais tendências que estão moldando o futuro da indústria da moda no país.
Materiais eco-amigáveis dominam as coleções
Uma das tendências mais marcantes é a adoção generalizada de materiais sustentáveis nas coleções das marcas nacionais. Algodão orgânico, linho, viscose reciclada e até mesmo tecidos feitos de garrafas PET estão se tornando cada vez mais comuns. Essas matérias-primas não apenas reduzem o impacto ambiental, mas também oferecem qualidade e durabilidade aos produtos.
Marcas como a Cantão, Reserva e Farm têm se destacado nesse quesito, lançando linhas inteiras compostas por tecidos sustentáveis. “Nossos clientes estão cada vez mais exigentes e buscam peças que sejam bonitas, confortáveis e, ao mesmo tempo, tenham um processo de fabricação responsável”, afirma Joana Monteiro, diretora de criação da Cantão.
Economia circular ganha força
Outra tendência que vem ganhando força é a adoção de modelos de economia circular na indústria da moda brasileira. Isso significa que as marcas estão implementando práticas que visam reduzir o desperdício e reutilizar ou reciclar materiais sempre que possível.
Um bom exemplo é a Reserva, que lançou um programa de reciclagem de roupas usado. Os clientes podem levar peças antigas da marca para as lojas, que então as encaminham para um processo de reciclagem. O material resultante é utilizado na fabricação de novos produtos, fechando o ciclo.
Além disso, algumas marcas estão adotando o aluguel de roupas como alternativa ao modelo tradicional de venda. Essa prática, conhecida como “fashion leasing”, permite que os consumidores tenham acesso a peças de luxo sem a necessidade de comprá-las.
Transparência e rastreabilidade ganham destaque
Outra tendência importante é a crescente demanda por transparência e rastreabilidade na cadeia de suprimentos da moda. Os consumidores querem saber exatamente de onde vêm os materiais utilizados, em quais condições os trabalhadores foram empregados e qual o impacto ambiental de cada etapa do processo de produção.
Marcas como a Cantão e a Farm têm investido em iniciativas para aumentar a transparência de suas operações. Elas compartilham informações detalhadas sobre seus fornecedores, processos de fabricação e práticas sustentáveis em seus sites e redes sociais.
Além disso, algumas empresas estão adotando tecnologias de blockchain para rastrear a origem e o histórico de suas peças. Isso permite que os clientes acessem informações precisas sobre a jornada de cada produto, desde a colheita das matérias-primas até a venda final.
Slow fashion ganha adeptos
Em meio a essa onda de sustentabilidade, o movimento do “slow fashion” também vem ganhando força no Brasil. Ao invés de se renderem às tendências efêmeras e ao consumo rápido, cada vez mais consumidores estão optando por peças atemporais, de alta qualidade e produzidas de maneira consciente.
Marcas como a Cantão e a Farm têm se destacado nesse segmento, oferecendo coleções cuidadosamente planejadas e elaboradas com materiais duráveis. “Nossos clientes buscam peças que vão durar por anos, que sejam versáteis e que possam ser usadas de diversas formas”, explica Joana Monteiro.
Além disso, algumas marcas estão adotando modelos de produção sob encomenda, evitando o desperdício de estoques e garantindo que cada peça seja produzida apenas quando solicitada pelo cliente.
Moda de segunda mão ganha espaço
Outra tendência que vem se consolidando no mercado brasileiro é a ascensão da moda de segunda mão. Plataformas online de revenda de roupas usadas, como a Enjoei, têm atraído um número cada vez maior de adeptos, especialmente entre os mais jovens.
Além disso, algumas marcas têm investido em programas de recompra de peças usadas, como a Reserva com seu programa de reciclagem. Essas iniciativas não apenas reduzem o desperdício, mas também oferecem aos consumidores a oportunidade de adquirir itens de qualidade a preços mais acessíveis.
A moda de segunda mão também tem ganhado espaço em eventos e feiras especializadas, como a Bazar Mundo, que reúne marcas e empreendedores do setor.
Consumidores engajados impulsionam a mudança
Por trás dessas tendências, está o crescente engajamento dos consumidores brasileiros com a causa da sustentabilidade na moda. Pesquisas mostram que cada vez mais pessoas estão dispostas a pagar mais por produtos ecologicamente responsáveis e a boicotar marcas que não adotam práticas éticas.
Esse engajamento dos clientes tem sido um dos principais fatores que impulsionam as marcas a adotarem medidas mais sustentáveis. “Nossos consumidores estão cada vez mais conscientes e exigentes. Eles querem saber a origem dos materiais, as condições de trabalho dos funcionários e o impacto ambiental de cada etapa do processo”, afirma Joana Monteiro, da Cantão.
Além disso, as redes sociais têm desempenhado um papel crucial na disseminação dessa consciência ambiental. Influenciadores e ativistas têm utilizado essas plataformas para educar e inspirar o público a adotar hábitos de consumo mais sustentáveis.
Conclusão
Em resumo, o ano de 2026 marca um ponto de virada na indústria da moda brasileira, com a adoção generalizada de práticas sustentáveis pelas principais marcas do país. Do uso de materiais eco-amigáveis à implementação de modelos de economia circular, passando pela crescente demanda por transparência e rastreabilidade, essas tendências demonstram que a moda sustentável está se consolidando como a nova realidade no Brasil.
Essa transformação é impulsionada pelo engajamento cada vez maior dos consumidores, que estão exigindo produtos éticos e responsáveis do ponto de vista ambiental. As marcas que souberem se adaptar a essa nova realidade estarão bem posicionadas para prosperar no mercado do futuro.
